quinta-feira, 22 de novembro de 2007

“Experiência não é o que acontece com um homem; é o que um homem faz com o que lhe acontece."
(Aldous Huxley)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

DIA 20/11 - DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


“Ter consciência negra significa compreender que não se trata de passar da posição de explorados a exploradores e sim lutar, junto com os demais oprimidos, para fundar uma sociedade sem explorados nem exploradores. Uma sociedade onde todos tenhamos, na prática, iguais direitos e iguais deveres. Ter consciência negra, significa sobretudo, sentir a emoção indescritível, que vem do choque, em nosso peito, da tristeza de tanto sofrer, com o desejo férreo de alcançar a igualdade, para que se faça justiça ao nosso Povo, à nossa Raça. Ter consciência negra, significa compreender que para ter consciência negra não basta ser negro e até se achar bonito, e sim que, além disso, sinta necessidade de lutar contra as discriminações raciais, sociais e sexuais, onde quer que se manifestem”.

Raimunda Nilma de Melo Bentes, Cedenpa
Histórico

O quilombo dos Palmares (localizado na atual região de União dos Palmares, Alagoas) era uma comunidade auto-sustentável, um reino (ou república na visão de alguns) formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal e situava-se onde era o interior da Bahia, hoje estado de Alagoas. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas.
Zumbi nasceu livre em Palmares no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado Francisco, Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar das tentativas de torná-lo “civilizado”, Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte e poucos anos.
Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco cansado do longo conflito com o quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita. Mas Zumbi olhava os portugueses com desconfiança. Ele se recusou a aceitar a liberdade para as pessoas do quilombo enquanto outros negros eram escravizados. Ele rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi torna-se o novo líder do quilombo de Palmares.
Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares, Macaco, foi destruída e Zumbi ferido.
Apesar de ter sobrevivido, foi traído, capturado e morto, quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695. Os portugueses transportaram sua cabeça para Recife, onde foi exposta em praça pública para mostrar era a lenda a crença na imortalidade de Zumbi.
Em 14 de março de 1696 o governador de Pernambuco Caetano de Melo e Castro escreveu ao Rei. «Determinei se pusesse a cabeça em um pau no lugar mais público desta praça a satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam o Zumbi imortal, pelo que se entende que nesta empresa se acabou de todo com os Palmares.»
Zumbi é hoje, para a população brasileira, um símbolo de resistência. Em 1995, a data de sua morte foi adotada como o dia da Consciência Negra.
É também um dos nomes mais importantes da Capoeira.
O Dia da Consciência Negra é um dia celebrado no Brasil, dedicado a reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1534).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência no 20 de novembro são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1970, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a “generosidade” da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

FAMÍLIA DIFERENTE

Família Diferente


Fiquei uma semana som ver o Thomas. Como o feriado do dia 12 com o outro do dia 15 sugerisse emenda, a escola diz que “antecipou” lições e concedeu folga à turma. Thomas aproveitou para aceitar o convite de praia e assim passou alguns dias em Ubatuba, com seu amigo Rolf e seus pais. Veio cheio de novidades:

- São legais, Celso, muito legais. Mas são também muito diferentes...

- Diferentes em que quê? Thomas. Explique melhor. Sei que esse seu amigo é europeu e quando ainda bebê seus pais vieram morar em nossa Terra. Você quer dizer que a culinária é diferente? São diferentes, por acaso, as roupas que usam?

- Não Celso. Comem mais ou menos a mesma coisa que a gente e também se vestem de maneira normal, mas são diferentes porque a vida deles parece girar em torno dos livros. São atentos a tudo e a qualquer momento param de ler, para atender o que a gente pede. Mas, se vão para a praia a primeira coisa que pegam é o livro e na casa deles existem livros em toda parte. Parece até um novo tipo de decoração. Livro no banheiro e até aí acho normal, mas também livro no terraço, na sala, nos quartos e até mesmo na cozinha. Incrível.

- E o Rolf, Thomas? Também gosta de ler?

- Gostar, Celso? Acho que já não é nem gostar. Aquela turma tem é paixão pela leitura. Outro dia, a mãe do Rolf lá na praia perguntou se ele tinha trazido o Bloqueador Solar e ele, envergonhado, voltou correndo para pegar, mas o livro o cara não esqueceu. Fiquei pensando “uma cara branquelo como ele, vem a praia e esquece o bloqueador, mas não esquece sua leitura”. Nunca vi uma família assim tão vidrada!

- E você acha isso errado, Thomas?

- Não acho errado, acho que eles são diferentes. Quando os pais conversam com os filhos, quase sempre falam dos livros que estão lendo e na viagem descobriam nas pessoas que passavam os personagens de suas leituras. Achei engraçado que o Rolf e a sua irmã nunca disseram que os pais os obrigam a ler. Não liam por obrigação, liam pro prazer. Liam para brincar com as palavras, para imaginar e para imaginar-se, para sonhar.

- E na escola Thomas? Como é o desempenho desse seu amigo Rolf? E da irmã dele? Devem ser ótimos em literatura, não?

- São ótimos em tudo. Sabem tudo, opinam sobre tudo. Tem hora que o assunto vai para o futebol, todo mundo tem palpite, mas o Rolf tem opinião. Sabem coisas da nossa política que nos nem imaginamos e vivem com os olhos grudados no mundo.
- São legais, Celso, muito legais. Mas são também muito diferentes.


FONTE: www.celsoantunes.com.br ( textos)

AS AULAS CHTAS DO FÁBIO

AS AULAS “CHATAS” DO FÁBIO
O CASO:

Fábio, professor de Língua Portuguesa, parece reunir todas as condições que se consideram essenciais a um bom educador. Excelente formação acadêmica, ávido leitor, pesquisador interessado e extremamente capaz de se solidarizar com os colegas é reconhecido por todos, inclusive pela maior parte de seus alunos, como uma “pessoa extremamente simpática”, com grande potencial para fazer amizades. Mas, Fábio reconhece que suas aulas são “chatas” e como ouve seus alunos, e consegue mostrar-se sincero e incapaz de valer-se de uma informação para fazer perseguições, sabe que sua opinião sobre a qualidade da aula é por eles referendada. Lê bastante e não apenas temas específicos aos conteúdos que explora, conhece bem os caminhos da motivação humana, mas não descobre estratégia para tornar aulas mais interessantes e, dessa forma, acolher em seus alunos uma recepção com mais entusiasmo para o que busca ensinar. O que fazer?

A ANÁLISE DO CASO

É possível que o problema enfrentado pelo Fábio não esteja em sua pessoa, mas no desconhecimento sobre situações de aprendizagem significativas. Busca sempre tornar sua aula “interessante” mas a única estratégia de ensino que aprendeu foi a “aula expositiva” e, por essa razão, passa aos alunos a monotonia de uma atuação que a maior parte de seus colegas repete, provocando o desinteresse, o tédio e a evasão pela indisciplina.

Se Fábio aprendesse outras situações de aprendizagem não necessitaria abdicar definitivamente da aula expositiva, mas ao invés de fazer dessa forma de ensino “ferramenta” única, proporia atividades diferentes, suscitando aos alunos a oportunidade de desenvolverem competências e habilidades diferentes. A aula expositiva é necessária para a “apresentação” de informações, mas uma verdadeira aprendizagem que se contextualiza na vida que se vive e nos desafios que a mesma nos propõe, requer que essas informações sejam transformadas em conhecimento e sejam aplicadas nos desafios do cotidiano de cada aluno. Não se buscam novas situações de aprendizagem com a única finalidade de “dourar a pílula” e tornar a informação mais atraente, mas porque essas novas situações podem dar complemento a informação, instigando a curiosidade, despertando estímulo para novas linguagens e, sobretudo, ajudando o aluno a descobrir nos conceitos que aprende na escola, as respostas para a vida que o desafia. Com o pleno domínio de formas alternativas para se trabalhar um tema, as aulas de Fábio provavelmente ganharão mais interesse, seus alunos descobrirão maior significação em sua aprendizagem e será bem menos desgastante o convívio que a duração de cada aula propõe. Aprendendo novas estratégias e conhecendo outras maneiras de ministrar aulas ganha Fábio, ganham seus alunos e, principalmente, se consolida de forma mais coerente um bom ensino.


fonte : http://www.celsoantunes.com.br/

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

LIVRO : A TROCA

" Para mim, livro é vida: desde que eu era muito pequena os livros me deram casa e comida.
Foi assim: eu brincava de construtora,
livro era tijolo, em pé , fazia parede, deitado , fazia degrau de escada, inclinado encostava num outro e fazia telhado. E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro para brincar de morar em livro.
De casa em casa eu fui descobrindo o mundo
( de tanto olhar pras paredes).
Primeiro, olhando desenhos depois decifrando palavras.
Fui crescendo e derrubei telhados com a cabeça. Mas fui pegando intimidade com as palavras. E quanto mais íntimas a gente ficava, menos eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas. Só por causa de uma razão:
os livros agoara alimentavam minha imaginação.
Todo dia a minha imaginação comia, comia e comia, e de barriga assim toda cheia, me lembrava para morar no mundo inteiro: iglu, cabana, palácio, arranha-céu, era só escolher e pronto, o livro me dava.
Foi assim que, devagarinho, me habituei com essa troca tão gostosa que - no meu jeito de ver as coisas- é a troca da própria vida: quanto mais eu buscava no livro, mas ele me dava.
Mas como a gente tem mania de sempre querer mais, eu cismei um dia de alargar a troca e comecei a fabricar tijolo pra - em algum lugar - uma criança juntar com outros e levantar a casa onde ela vai morar.
( Lygia Bojunga Nunes )

sábado, 10 de novembro de 2007

LER É UMA ARTE - TROCA DE INFORMAÇÕES


EDUCAÇÃO VIVA - TECENDO EM CONJUNTO


RECEITA DE BOLO


PENSAMENTOS SOBRE CRIANÇA

" Quando a criança desenvolve uma formação baseada na justiça de cooperação, é possível que ela possua um senso de justiça igualitário ao longo de sua vida "
" Estimular a criança a exercitar cotidianamente a moral é ação educacional necessária ao estabelecimento das virtudes que se almeja para ela "
" Ensina a criança no caminho em que deve andar, e , ainda quando for velho, não se desviará dele." ( provérbios 22:6)